Romo e Remo #2


Cavaleiros da Taverna Redonda #7

    Os filmes do Hobbit chegam ao final, e o sentimento que fica é de saudosismo, tristeza e quando relembramos algumas cenas só nos vem uma frase na cabeça “Po##@ Peter Jackson”, sendo assim, por algumas semanas vamos postar tirinhas dos Cavaleiros da Taverna Redonda com o highlight nas cagadas do nosso querido PJ.

#semmimimi


Profissão Super-Herói #6

Nem tudo pode ser controlado…ou pode?


A maldição do Natal

                                                                                                           Escrito por: Filipe Coelho

 

        Na sua quinta primavera ele o encontrou, a princípio pensou que era apenas um simples saco, perdido por alguém, mas algo sussurrava em seu ouvido, aquilo pertencia a ele. Colocou areia da praia em abundância dentro para que pudesse brincar quando chegasse em casa, todavia, por mais que tentasse, o saco nunca enchia, mas ele sabia que não estava furado, pois ele conseguia sentir o conteúdo lá dentro, como? ele não sabia, mas podia. Ele havia respondido ao chamado.

        No seu décimo quinto verão começou uma jornada sombria pelo mundo, tomando o que não era seu, na tentativa de encher aquele saco, saciar a vontade daqueles que habitavam nas profundezas do objeto, na esperança de que as vozes parassem.

        A primeira visita veio a ele no final de seu nonagésimo outono, aquilo veio montado em um animal que possuía galhadas e cheirava a sangue, a sombra montada era indistinguível, e fazia seus ossos congelarem. A mensagem foi entregue ao velho.

        Assustado, partiu para o norte, lutou contra os sussurros, deixou o objeto para trás.

 

        Foi numa manhã de inverno nos bosques longínquos ao norte em seu centésimo aniversário, sua barba já era comprida e branca feito a neve, o velho estava a observar o céu através de uma das poucas janelas de seu casebre no exílio, 10 invernos de uma vida humana em relativa paz, mas naquele dia sentia um desconforto que não sabia ao certo de onde vinha, foi quando olhou para frente e avistou uma silhueta, longe o bastante para não conseguir identificar a forma exata, perto o suficiente para sentir o olhar, penetrando-lhe a alma. Era chegada a hora. O último chamado havia soado. Virou-se desolado e avistou o saco descansando ao lado da porta. Os sussurros voltaram.

—-*—-

        O velho abriu os olhos e por um momento hesitou, se arrependeu mais uma vez do dia em que achara aquele objeto. Almejava dormir um sono profundo e ininterrupto, o sono eterno, no dia seguinte seria seu aniversário, mas já não sabia quantos invernos haviam passado, nos seus 500 ele parou de contar, e tudo que lhe restava era apenas a espera para um dia a cada ano devolver o que havia roubado.


Romo e Remo #1


Cavaleiros da Taverna Redonda #6


Profissão Super-Herói #5

Preparem-se para fazer os pedidos de natal, o dia onde tudo pode mudar…ou não!


 

      Escrito por: Filipe Coelho

Começou a ler agora? Vá para o primeiro capítulo.

  

        Abri os olhos, porém não conseguia ver um palmo à minha frente, senti algo em cima do meu peito, coloquei a mão com cautela, com alívio reconheci as cordas do meu alaúde, o qual conhecia como a palma da minha mão, afastei-o para o lado me levantando vagarosamente, cada músculo do corpo doendo, a meio caminho de ficar em pé completamente senti uma dor dilacerante na cabeça, o que fez-me curvar e vomitar, não conseguia pensar claramente, imagens nebulosas formavam-se em minha mente, imagens de fogo e escuridão, com um calafrio fechei a capa diante do peito e lembrei-me do elfo. Pensei em gritar o nome do orelhudo, porém ouvi um som vindo, o que aparentava ser a alguns metros acima de onde eu estava. Olhei para trás e a dez passos havia uma fraca luz projetada, me levantei para caminhar até ela, dei um passo e fui para o chão novamente agonizando, parecia que haviam enfiado uma faca no meu tornozelo direito, fiquei completamente imóvel até que a dor amenizou, então levantei a cabeça e comecei a me arrastar, o chão era úmido e escorregadio, com frio e com dor continuei forçando o meu corpo até a luz, quando finalmente cheguei, percebi com surpresa que ali era a entrada da passagem que havíamos destrancado na taverna, vozes que eu não conseguia distinguir vinham lá de cima.

        A passagem era mais profunda do que eu imaginava, isso explicava as dores que estava sentindo e o calcanhar quebrado, eu deveria ter caído direto pela abertura quando perdi a consciência e rolado para longe. Me afastei da luz e tentei sentar encostando as costas na parede, encostei em algo um pouco macio, sobressaltei fazendo com que meu tornozelo doe-se novamente e minha cabeça girasse, notei então que havia encostado na minha bolsa, peguei-a desesperadamente, a garrafa de vinho ainda estava inteira apesar de lascada em alguns pontos que senti enquanto escorregava os dedos em sua extensão, abri-a e tomei alguns goles, fechei-a e peguei uma maçã, por sorte havia colocado algumas frutas na bolsa ao sair da estalagem. Devorei-a rapidamente, estava faminto. Me sentia melhor e mais aquecido, o vinho me deixou mais alerta, deveria aproveitar aquele momento para dar o fora dali. Sabia que voltar por onde caíra seria impossível, primeiro porque meu tornozelo não ia me permitir escalar aquela parede e, definitivamente eu não queria ver aquela coisa novamente nem com todo o tesouro do rei em jogo. Eu deveria achar outro caminho antes que resolvessem adentrar aquele lugar.

        Peguei um pedaço de madeira que jazia no chão perto da luz projetada, rasguei parte da minha camisa, posicionei a madeira no meu tornozelo e prendi amarrando com o pedaço de tecido. Uma vez imobilizado precisava de algo para me apoiar para andar. As dores começaram a diminuir assim que o álcool do vinho começava a fazer efeito. Achei um outro pedaço de madeira com cheiro de queimado do tamanho da minha perna e da grossura do meu antebraço, tinha que servir. Me apoiei na bengala improvisada e caminhei com dificuldade para onde havia deixado minha bolsa, joguei-a nas costas e andei mais um pouco até meu alaúde. Respirei fundo, levantei os olhos para a escuridão que me aguardava e lembrei daqueles olhos novamente, minha cabeça doeu muito fazendo-me curvar e quase perder os sentidos. Assim que a dor amenizou retomei a caminhada, porém cada passo era um desafio.

        Andei por um longo tempo, tateando as paredes sem saber de fato para onde estava indo, a dor e o cansaço começava a me consumir, eu tinha que sair de lá, mas e o elfo? Bom, infelizmente ele deve ter sido devorado pelas chamas daquela criatura horrenda. Me arrenpendi no instante em que pensei nessa possibilidade, porém não havia nada o que eu podia fazer.

Parei e me sentei, queria usar meu alaúde para melhorar a condição do meu tornozelo, mas não podia me arriscar, eu não conseguia ver nada naquele breu e atrair atenção indesejada não era algo inteligente, mesmo para um bêbado. Encostei as costas na parede respirando fundo tentando relaxar fechando os olhos.

        Uma luz brilhou à minha frente, fraca e pequena, entrava uma brisa pela passagem vinda daquela luz, levantei o mais rápido que pude e  se não fosse pelo tornozelo teria corrido direto para lá, todavia, mesmo com o tornozelo quebrado andei o mais rápido que pude. Saí quase correndo, a luz me envolveu e tudo parou em um solavanco, senti uma brisa fresca e reconfortante bater em meu rosto delicadamente, nunca me senti tão vivo, ao longe distinguia-se um pequeno casebre ladeado por um campo amplo e verde que, apesar de estarmos próximos do inverno, entre o gramado destacavam-se algumas tulipas. O dia estava magnífico, parecia um dia de final de primavera. Olhei para minha direita e vi um lago mediano onde o Sol contemplava o próprio reflexo, tive sede e caminhei o mais rápido que pude até lá, mas tomando cuidado para não forçar a passada na perna direita, quando cheguei me ajoelhei e bebi daquela àgua vorazmente, no mesmo instante senti todo o cansaço escorrer pelo meu corpo e, de repente, nada doía mais, coloquei a mão no tornozelo sem acreditar e o apertei, nada. Tirei a atatura improvisada e levantei-me lentamente, coloquei o pé no chão e após dois passos percebi que meu tornozelo não estava mais quebrado. Um paraíso como aquele e eu pensando que permaneceria eternamente naquela caverna, passagem ou seja lá o que for aquele lugar de fato. Parecia um sonho, pensei.

   –    Um Sonho? Interessante seu ponto! – Uma voz estranha, grossa e com um tom de divertimento indagou atrás de mim.

Virei-me assustado, porém não vi ninguém.

     Quem está aí? – Gritei alarmado.

   –    Alguém que você não quer conhecer de fato. –

   –    C-como assim? – Gaguejei sentindo um mal crescendo naquele lugar.

   –    Não procure o que não gostaria de achar, Bardo. – Disse a voz vindo de todos os lados.

   –    O que você quer? – Questionei olhando em todas as direções.

   –    Agora você fez uma pergunta útil! – Falou a voz em um sussuro no meu ouvido.

   –    O-o que você q-quer? – Gaguejei virando-me rapidamente começando a ficar apavorado, seja lá quem fosse uma coisa estava clara, ele estava brincando comigo e eu estava à mercê dele.

   –    Para começar, que tal me dar o vinho que tem na sua bolsa? – Algo tocou minha bolsa.

   –    Perdão cara, mas alcool não é negociável! – Gritei reunindo o pouco de coragem e diginidade que ainda me restavam e segurando a bolsa junto ao corpo.

   –    Sabe bardo, este lugar não vai te proteger por muito tempo – Ele falou com riso meio divertido e meio irritado ao mesmo tempo. – Você tem algo que me pertence e eu o quero de volta!

   –    Espera, o vinho não é seu, é do taverneiro. – Falei ofendido.

   –       Não estou falando do vinho, retardado. – Gritou furioso enquanto algo batia em meu peito jogando-me no lago.

Acordei de sobressalto, uma mão tocava meu ombro. Olhei para cima e reconheci o rosto do elfo, ele segurava uma pequena tocha na outra mão e me olhava apreensivo. Percebi que havia adormecido quando parei para descansar.

   – Está tudo bem Bardo? Não está com uma cara boa. – O elfo falou olhando para mim

   – Até nos sonhos me deparo com gente maluca! – Balbuciei sentindo um suor frio escorrer em meu rosto.

        O elfo me ajudou a levantar e ao firmar o pé direito no chão, não sentia mais dor.

 

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Cavaleiros da Taverna Redonda #5


Profissão Super-Herói #4

Quando vejo o homem-aranha, sempre me questiono kkkkkk